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domingo, 5 de julho de 2009

A TI alinhada ao negócio

Eu estava aqui lendo a edição de junho da revista Information Week e uma matéria em particular me chamou atenção. Quem assina a matéria é Antonio Carlos Pereira, gerente de tecnologia da informação da Oxiteno, do grupo Ultra, que atua na área de hidrocarbonetos.

A matéria começa falando que entre os executivos muito se fala sobre alinhar a TI com os negócios. Mas como fazer isso acontecer? "O negócio precisa querer", diz. E isso implica também em mudança de comportamento e atitude da área de TI, tanto internamente como em suas relações de trabalho na empresa. Antonio mostra um quadro que traça as alterações entre o modelo convencional, chamado de "área de sistemas" e o novo modelo, descrito como "área de TI".



Ele fala que nas empresas as quais a TI não está no core business (na parte central do negócio), o padrão seguido é o da tradicional "Área de Sistemas", que tem atuação reativa, e por consequencia, sua agenda é recheada de problemas, sendo a maioria ligada a aspectos operacionais.

Para ser proativa, segundo Antonio, uma área de TI precisa participar do negócio, estando lá quando nascer uma idéia, como também antes de nascer o problema, o qual permite antecipar-se a maioria das causas quem fazem os projetos atrasarem.

Por fim, ele fala que se é desejo da organização utilizar o potencial da tecnologia da informação para fazer diferença nos negócios, é preciso mudar do formato convencional (área de sistemas) para um modelo de transformação (área de TI), deixando de usa-la como "muleta" para usa-la como "alavanca", lembrando sempre que precisa ter o empenho dos dois lados: o da equipe de TI e da empresa.

Preparando-se para adotar um modelo de Governança de TI

Muitas empresas, inclusive as Governamentais, estão adotando ou adotarão modelos de Governança de Ti, a exemplo dos modelos de Governança Corporativa que vêm sendo adotados nos últimos anos. Com a adoção desses modelos, as organizações ganham e muito, em transparência e visibilidade dos seus processos de TI e sua relação com todos os outros processos da organização.

Porém, para se adotar com êxito um modelo de Governança, seja qual for o escolhido, é essencial que a organização tenha bem claros alguns aspectos importantes sobre a TI, o primeiro deles, é a posição estratégica que a TI deve ter nas organizações: visualizar a TI como um meio de levar a organização a dar suporte e ferramentas para atingir seus resultados e não somente como o departamento que mantém os sistemas “no ar”.

Essa mudança de paradigma no papel do departamento de TI das empresas é de essencial relevância quando falamos das empresas brasileiras: em muitas de nossas empresas, a área de TI ainda não assumiu seu verdadeiro papel no contexto da organização, acabando por ser relegada ao “departamento que apaga os incêndios dos sistemas atuais”, deixando a inovação para um segundo plano, depois de resolvidos os problemas em produção.

Nesse contexto, é onde aparece o valor e a importância de, em alguns casos, se adotar o outsourcing de TI para que o departamento de TI da empresa possa realmente exercer seu papel estratégico. Ao terceirizar serviços de TI de continuidade para a organização, como o suporte ao parque de Hardware, datacenters e de sistemas de produção, com a correta definição de papéis e responsabilidades e definição de SLAs, a gestão de TI da organização pode se preocupar e visualizar os cenários presente e futuro para a TI da organização.

Para cenários como esse, a adoção de um modelo de Governança como o ITIL ou o Cobit se faz extremamente importante. Com os ferramentais que esses modelos trazem, o gestor de TI tem plenas condições de acompanhar e metrificar o andamento das atividades do departamento de TI e vislumbrar eventuais necessidades futuras que o departamento possa ter.

Outro ponto importante antes da adoção de modelos de Governança é ter bem claros os papéis e responsabilidades de cada departamento e funções. Processos mapeados e institucionalizados ajudam bastante a dar visibilidade de como cada parte da empresa funciona e onde ela pode ser otimizada ou modificada e em que momento.

Tendo em mãos essas medições, fica muito mais fácil em conjunto com outros departamentos da organização prever, por exemplo, a necessidade de compra de novos equipamentos, implantação ou melhoria de sistemas, mudança de capacidade de datacenters e outras informações que, sem ferramentas ou controles, ficam mais difíceis de medir e acompanhar.


FONTE: Baguete
Por: Guilherme Schneider


listening: DJs at Work - Time to Wonder

sábado, 4 de julho de 2009

A Governança de TI nas empresas brasileiras

Essa pesquisa foi divulgada ano passado, provavelmente com os dados referentes a 2007. Contudo, não deixa de mostrar um panorama sobre o uso da governança de TI e de suas melhores práticas nas empresas brasileiras.

Um estudo realizado pelo itSMF Brasil com 200 grandes empresas brasileiras aponta que 85% delas investem em governança de TI. Isso mostra um aumento considerável em comparação com o primeiro levantamento feito pelo grupo 3 anos atrás, quando esse índice era de 18%.

Outro destaque é o fato de 33% dessas empresas já terem adotado o ITIL (biblioteca para infra-estrutura de TI) em suas operações. Além do ITIL, temos o CobiT (16%), Balanced Scorecard (11%), CMM e PMI (6% cada). Além disso, a compra de serviços de treinamento foi apontada por 84% dos respondentes como o caminho mais procurado pelas organizações interessadas em aderir às melhores práticas. 44% da amostragem total informou participar de eventos e seminários sobre o assunto. Livros e sites são as fontes procuradas por 30% dos entrevistados.

Entre as dificuldades para a adoção das melhores práticas apontadas pelas empresas estudadas estão:

-> adaptação e personalização dos modelos de governança de TI às necessidades específicas da empresa (20%);
-> dificuldade em definir as interfaces para a integração dos processos (15%);
-> dificuldade em ter acesso a materiais e literatura em português sobre as disciplinas de governança de TI (14%);

Esse estudo foi realizado com CIOs, diretores e gerentes de TI das empresas que participaram da quinta edição do itSMF Brasil Conference, sendo essas empresas orgãos públicos, grandes indústrias, empresas da área de telecomunicações, bancos e seguradoras.

Segundo Geraldo Coen, presidente do itSMF Brasil, a pesquisa mostra que o mercado brasileiro reconhece a necessidade de investir em disciplinas de governança de TI e, dentro deste universo, adota uma visão multidisciplinar, com a convivência, dentro de uma mesma companhia, de diversos frameworks das melhores práticas.


FONTE: Abramti


listening: Alex Morph - Walk The Edge (Alex Morph B2b Woody Van Eyden Vocal Mix)

O que é Governança de TI?

Esta é uma questão que muitos CIOs estão fazendo. Isto ocorre devido à diversidade de ferramentas e conceitos que são “despejados” no mercado, gerando dúvidas e definições incorretas sobre o tema.

Os grandes equívocos que ocorrem freqüentemente são de definição, onde se conceitua a Governança de TI (GTI) como um painel de indicadores, ou como um processo de gestão de portfólio dos projetos estratégicos.

Existem algumas frentes defensoras do conceito de que com a implementação de alguns processos baseados em apenas uma das melhores práticas (como Balanced Scoredcards (BSC), CobiT, ou ITIL) por si só, garantem a Governança, entretanto este conceito está incorreto.

A premissa mais importante da Governança de TI é o alinhamento entre as diretrizes e objetivos estratégicas da organização com as ações de TI. A definição do ilustre professor da FGV Sr. João R. Peres demonstra este conceito de forma abrangente, atribuindo os papéis e as responsabilidades conforme abaixo:

“Governança de TI é um conjunto de práticas, padrões e relacionamentos estruturados, assumidos por executivos, gestores, técnicos e usuários de TI de uma organização, com a finalidade de garantir controles efetivos, ampliar os processos de segurança, minimizar os riscos, ampliar o desempenho, otimizar a aplicação de recursos, reduzir os custos, suportar as melhores decisões e conseqüentemente alinhar TI aos negócios.”

Está definição deixa clara a importância da Governança de TI em organizações que almejam atender a crescente demanda por aumento de qualidade de produtos e processos, a alta competitividade do mercado globalizado e a busca por menores custos e maiores lucros.

Outra definição que se encaixa em Governança de TI é de considerá-la como “a Gestão da Gestão”, demonstrando seu papel principal que é de auxiliar o CIO (Governante de TI) a avaliar os rumos a serem tomados para o alcance dos objetivos da organização, onde um direcionamento errado pode levar a empresa ao fracasso em pouco tempo.

Casos de sucesso de um programa de Governança aplicados a uma organização não dão a garantia do mesmo sucesso à outra. Estes casos são muito instrutivos e importantes para auxiliar nos caminhos da elaboração de um programa próprio.

A implementação efetiva da Governança de TI só é possível com o desenvolvimento de um framwork (modelo) organizacional específico. Para tanto, devem ser utilizadas, em conjunto, as melhores práticas existentes como o BSC, PMBok, CobiT, ITIL, CMMI e ISO 17.799, de onde devem ser extraídos os pontos que atinjam os objetivos do programa de Governança. Além disso, é imprescindível levar em conta os aspectos culturais e estruturais da empresa, devido à mudança dos paradigmas existentes.

O grande desafio do Governante de TI é o de transformar os processos em “engrenagens” que funcionem de forma sincronizada a ponto de demonstrar que a TI não é apenas uma área de suporte ao negócio e sim parte fundamental da estratégia das organizações.


FONTE: IT Web


listening: Loken - Monday P.M